A Esportes Gaming Brasil (EGB), dona do Esportes da Sorte e da Onabet, fechou a compra da BETBR Loterias — operação que inclui a marca Apostou.com e as marcas B1BET e BRBET. O negócio, anunciado no fim de junho, está sob análise do CADE e confirma a tese: o mercado regulamentado brasileiro entrou de vez na era das aquisições.
O que foi comprado
A aquisição foi feita por meio da HS Gaming Participações, holding do grupo, e abrange a operação completa da BETBR Loterias, que tem presença física no Paraná além da operação digital. Com isso, o portfólio da EGB passa a reunir Esportes da Sorte, Onabet, Lottu, Spin, Apostou.com, B1BET e BRBET — um dos maiores guarda-chuvas de marcas do mercado nacional.
É o segundo movimento de expansão do grupo pernambucano em 2026, que começou o ano renovando o patrocínio máster do Corinthians até 2029, em contrato de R$150 milhões anuais — o segundo maior do futebol brasileiro.
O mercado regulamentado deixou de ser uma corrida por licenças e virou uma corrida por escala. Quem não compra, é comprado. — Análise Rank
Por que isso importa para o apostador
Consolidação costuma significar promoções mais agressivas no curto prazo — grupos maiores têm caixa para bancar cashback e torneios enquanto disputam mercado. O Esportes da Sorte já opera hoje uma das grades promocionais mais amplas do país, com cashback de até 15%, freebets nos principais torneios e o cassino ao vivo com apresentadores brasileiros.
Por outro lado, menos concorrência no longo prazo pode achatar as ofertas. Nosso radar de bônus acompanha as promoções de todos os operadores diariamente — se as ofertas do grupo mudarem após a aprovação do CADE, você verá aqui primeiro.
O contexto: um mercado em ebulição
Desde a regulamentação plena em janeiro de 2025, o movimento se repete: a ANA Gaming (7K e Cassino.bet.br) expandiu para o Sudeste e o Nordeste, a Boa Lion (BetMGM) comprou o Bingão do Brasil para atacar o vertical de bingo, e agora a EGB incorpora a BETBR. Com mais de 70 operadores autorizados pela SPA/MF disputando o mesmo público, a expectativa do setor é que o número de marcas independentes caia pela metade até 2028.